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“Aqueles que há 20 ou 30 anos começaram a defender essa ideia, de preservar a linha, tinham razão na altura e têm razão hoje.
Em muitos países europeus, e em todo o mundo, preservaram-se, ou tenta-se preservar ou estão-se a refazer por razões de carácter ambiental, ecológico, para desenvolvimento do turismo, para combater desde o CO2, à poluição, ao ruído, ao desfiguramento natural da paisagem urbana através dos automóveis, das auto-estradas.
O vale do Douro é um dos vales mais bonitos de Portugal, da Península Ibérica e da Europa, é uma das regiões vinhateiras mais sublimes que se pode encontrar do ponto de vista natural, do ponto de vista da sua história.
Recuperar esta linha não é um projecto de nostalgia, não é recordação do passado, pelo contrário é um projecto do futuro, é um projecto de vanguarda que acautela o desenvolvimento económico, o desenvolvimento cultural e o desenvolvimento do turismo em melhores condições do ponto de vista ambiental do que outras condições.
Existem planos das autoridades nacionais e de alguns interesses económicos para voltar a fazer atravessar os vinhedos do alto-douro por mais uma auto-estrada, mais viadutos, mais pontes, que por exemplo na região de Foz Côa vão passar por cima de vinhedos seculares que talvez pudessem ser dispensados se a rede rodoviária tradicional fosse valorizada e a rede ferroviária fosse recuperada”
Prof. Doutor António Barreto
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