"A adopção de uma dinâmica mais agressiva na captação e exploração de novos públicos, nomeadamente os fluxos turísticos que em número crescente têm partido à descoberta da beleza paisagística do Douro Património da Humanidade, é o único meio capaz de revitalizar a linha ferroviária que serve esta região.
A rentabilização financeira desta infra-estrutura apoiada na angariação de novos públicos será, sem dúvida, a medida mais adequada para combater o défice crónico apresentado por uma das mais notáveis obras de engenharia construídas no Douro, à semelhança da actividade resultante da exploração do canal navegável do Douro.
No entanto, a definição deste objectivo sólido de longo prazo apenas será exequível com a criação de uma rede de parcerias que inclua as principais instituições regionais, nomeadamente autarquias, universidades, museus, entre outros, e o forte empenho do Estado e das empresas públicas do sector ferroviário.
Este plano de recuperação deve, obviamente, prever o alargamento da linha de caminho-de-ferro para lá de Barca d’ Alva, até La Fuente de San Esteban, trazendo esta decisão benefícios directos e indirectos à economia da região."
Dr. Francisco Lopes
Presidente da Câmara Municipal de Lamego
VOLTAR A PÁGINA DE TESTEMUNHOS
|